Quinta-feira, 24 de Maio de 2012

Escalada poética


Para ser grande, sê inteiro


Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.

                           Ricardo Reis

Espetáculo “Maio, maduro Maio”

No dia 14 de maio, pelas 18 horas, realizou-se, no Convento de São Francisco, o espetáculo “Maio, maduro Maio” que, com música e poesia, recordou o poeta e compositor José Afonso.
O concerto, organizado pelo Agrupamento de Escolas de Castelo de Vide com o apoio da Fundação Nossa Senhora da Esperança, começou com as intervenções da Diretora do Agrupamento, professora Ana Paula Travassos, e do Presidente do Conselho Geral, Professor Amândio Valente.

Esta iniciativa contou com a participação dos alunos/formandos do agrupamento e com o Coro “Cantare et sonare” da Associação Ocre que iniciou o espetáculo com três belas canções populares da Beira Baixa.

Logo a seguir entrou em cena um trio de grandes intérpretes, composto pelos músicos António Eustáquio, Vítor Miranda e Jominho que deliciaram o auditório com o repertório de Zeca Afonso.

Os muitos aplausos que se ouviram foram a prova do agrado de todos, perante uma atuação brilhante e arrebatadora.


 De registar a presença da Senhora Diretora Regional de Educação do Alentejo.


Intercalando as músicas, surgiu a poesia, declamada por pequenos grupos de alunos/formandos espalhados pela sala.
Marta Reia, Tiago Bonacho e Renato Picado declamaram “Soneto do Trabalho”, de Ary dos Santos;



Zaida Barreiros e Nuno Vaqueiro declamaram “Amigo, Maior Que o Pensamento” de Zeca Afonso.



O Sr. António Marques, formando do CNO deste Agrupamento, leu um poema da sua autoria sobre o 1º de Maio.



Quase a finalizar o espectáculo, os alunos da Clube de Música do Agrupamento, dirigido pelo professor António Eustáquio, acompanharam os artistas.


Conceição Filomeno, formanda do Curso de Educação e Formação de Adultos de Nível Secundário, declamou o poema “Conquista” de Miguel Torga.


No final, a professora Ana Travassos e o professor Amândio Valente agradeceram a colaboração e a presença de todos.
Foram duas horas magníficas que terminaram com os calorosos aplausos da assistência que, por mais de uma vez, se levantou para ovacionar os artistas.

Quarta-feira, 9 de Maio de 2012

Pensamento de maio

“O amor não tem cura, mas é o remédio para todos os males."
Leonard Cohen

Articulação entre a BE e o Departamento de Ciências Sociais e Humanas (E.M.R.C. - 6ºA e B)

Vencedores do concurso "Os 20 mais certos"



Catarina Busca e Joana Cruz, do 5º B, e o Rodrigo Rouqueiro, do 9ºB, foram os grandes vencedores do Concurso "Os 20 + certos da nossa escola", durante o 2º período.
Este concurso, dinamizado pela BE, continua a contar com inúmeros participantes que, de uma forma entusiástica e empenhada, responderam às várias questões de cultura geral, colocadas semanalmente.
Parabéns a todos os participantes e boa sorte, pois o desafio continua...


Quinta-feira, 3 de Maio de 2012

Novidades


Há livros novos na tua biblioteca! A Câmara Municipal entregou à BE livros, no âmbito do protocolo assinado, em 2007, entre a autarquia e o Plano Nacional de Leitura (PNL).

Espetáculo de música e poesia


Quarta-feira, 25 de Abril de 2012

Lembrando o 25 de abril de 1974








  • Naturalmente que já ouviste falar no 25 de Abril de 1974, mas provavelmente não conheces as coisas como os teus pais ou os teus avós que viveram nesta época.
  • Sabias que o golpe de estado do 25 de Abril de 1974 ficou conhecido para sempre como a "Revolução dos Cravos"?
  • Diz-se que foi uma revolução porque a política do nosso País se alterou completamente.
  • Mas como não houve a violência habitual das revoluções (manchada de sangue inocente), o povo ofereceu flores (cravos) aos militares que os puseram nos canos das armas.
  • Em vez de balas, que matam, havia flores por todo o lado, significando o renascer da vida e a mudança!
  • O povo português fez este golpe de estado porque não estava contente com o governo de Marcelo Caetano, que seguiu a política de Salazar (o Estado Novo), que era uma ditadura. Esta forma de governo sem liberdade durou cerca de 48 anos!
  • Enquanto os outros países da Europa avançavam e progrediam em democracia, o regime português mantinha o nosso país atrasado e fechado a novas ideias.
  • Sabias que em Portugal a escola só era obrigatória até à 4ª classe? Era complicado continuar a estudar depois disso. E sabias que os professores podiam dar castigos mais severos aos seus alunos? Todos os homens eram obrigados a ir à tropa (na altura estava a acontecer a Guerra Colonial) e a censura, conhecida como "lápis azul", é que escolhia o que as pessoas liam, viam e ouviam nos jornais, na rádio e na televisão.
  • Antes do 25 de Abril, todos se mostravam descontentes, mas não podiam dizê-lo abertamente e as manifestações dos estudantes deram muitas preocupações ao governo.
  • Os estudantes queriam que todos pudessem aceder igualmente ao ensino, liberdade de expressão e o fim da Guerra Colonial, que consideravam inútil.
  • Sabias que os países estrangeiros, que no início apoiavam Salazar e a sua política, começaram a fazer pressão contra Portugal. Por isso o governante dizia que o nosso País estava "orgulhosamente só".
  • Quando Salazar morreu foi substituído por Marcelo Caetano, que não mudou nada na política.
  • A solução acabou por vir do lado de quem fazia a guerra: os militares. Cansados desse conflito e da falta de liberdade criaram o Movimento das Forças Armadas (MFA), conhecido como o "Movimento dos Capitães".
  • Depois de um golpe falhado a 16 de Março de 1974, o MFA decidiu avançar.
  • O major Otelo Saraiva de Carvalho fez o plano militar e, na madrugada de 25 de Abril, a operação "Fim-regime" tomou conta dos pontos mais importantes da cidade de Lisboa, em especial do aeroporto, da rádio e da TV.
  • As forças do MFA, lideradas pelo capitão Salgueiro Maia, cercaram e tomaram o quartel do Carmo, onde se refugiara Marcelo Caetano. Rapidamente, o golpe de estado militar foi bem recebido pela população portuguesa, que veio para as ruas sem medo.
  • Sabias que para os militares saberem quando avançar foram lançadas duas "senhas" na rádio? A primeira foi a música "E Depois do Adeus", de Paulo de Carvalho, a segunda foi "Grândola, Vila Morena", de Zeca Afonso, que ficou ligada para sempre ao 25 de Abril.
  • Depois de afastados todos os responsáveis pela ditadura em Portugal, o MFA libertou os presos políticos e acabou com a censura sobre a Imprensa. E assim começou um novo período da nossa História, onde temos liberdade, as crianças todas podem ir à escola e o País juntou-se ao resto da Europa. Mas ainda há muito, muito caminho a percorrer...
(site Júnior)